Registros glue: resolvendo o problema do ovo e da galinha do DNS
Quando o nameserver mora dentro do próprio domínio que ele serve, alguém precisa quebrar o círculo. Esse alguém é a zona pai.
Atualizado em 27 de julho de 2026
Suponha que exemplo.com seja servido por ns1.exemplo.com. Para resolver qualquer coisa em exemplo.com você precisa antes do endereço de ns1.exemplo.com — que vive dentro de exemplo.com. Círculo fechado. O glue é a saída: a zona PAI (.com) publica o endereço IP de ns1.exemplo.com junto com a delegação, e os resolvers conseguem dar a partida.
dig @a.gtld-servers.net example.com NS +norecurse
# a seção ADDITIONAL traz o glue (os IPs dos NS), quando ele existeQuando você precisa — e quando não
- Nameserver DENTRO do domínio delegado (ns1.exemplo.com para exemplo.com): glue é obrigatório. Ele é cadastrado no registrador, geralmente como "host records" ou "nameservers filhos".
- Nameserver em outro domínio (ns1.provedor-dns.com para exemplo.com): não precisa de glue — o resolver acha o endereço pelo domínio do próprio provedor.
A armadilha clássica: você muda o IP do nameserver e atualiza o registro A na sua zona — mas esquece o glue no registrador. Os resolvers continuam recebendo o endereço ANTIGO do pai, e o domínio falha de forma intermitente, com cara de impossível. Se os seus nameservers usam nomes do próprio domínio, toda troca de IP acontece em dois lugares: na zona e no glue.
Veja isso no seu próprio domínio
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